Aprendi que ninguém é totalemente bom nem totalmente mal. Claro que tem gente que exagera, mas de maneira geral o velho símbolo Yin-Yang diz tudo. Eu que sempre procurei caminhar por uma senda hoje me vejo às portas da outra. Sinto-me responsável por um brutal ato que deve acontecer em poucos dias e minha responsabilidade embora muito pequena é primordial. Ainda mais se contabilizar que tenho exemplos bem próximos meu ato tornar-se-á ainda mais terrível. Acredito entretanto que me furtar não iria resolver o problema e que a amizade, nesse caso, me é mais importante.
Tomara que os deuses te iluminem meu amigo e que tu nunca venhas a te arrepender da tua decisão ...
domingo, julho 29, 2007
sexta-feira, julho 27, 2007
Herança
Enquanto a Globo se vangloreia das conquistas do esporte. A oposição tenta colocar o presidente em cheque e as empresas aéreas continuam intocadas tentando manter Congonhas como está. Nós brasileiros nos sentimos órfãos de justiça e começamos a nos sentir impotentes contra a onda de interesses que atinge a tudo e a todos. Me preocupa pois é esse país que vou deixar para o meu filho. O país da Jade, do Giba, da Maurren, das irmãs Hypólito, e de tantos outros ou o país do Renan, do Clodovil, das sanguessugas, dos ACM (a maldição da família ...) e tantos (dolorosamente tantos) outros.
Ouvimos e não pensamos durante o Pan ...
"Mas se ergues da justiça a clava forte,
verás que um filho teu não foge à luta."
Ouvimos e não pensamos durante o Pan ...
"Mas se ergues da justiça a clava forte,
verás que um filho teu não foge à luta."
quinta-feira, julho 26, 2007
De certa forma ...
Faz muito tempo. Na realidade minha percepção é de que estamos em outra vida. Escrevi pela última vez em dezembro de 2006. Retorno agora. Diferente é pouco. Outro. Tão outro que pensei em terminar esse espaço. Não resisti. Sou muito apegado àquilo que me faz bem. Estas linhas, que para uns foram chatas, para outros emocionantes, me fizeram sobreviver. Num tempo árido, num tempo de amarguras onde mais se via sombras do que se tinha esperança. Nesse deserto urbano pós-moderno, que mais despedaça do que une, eu caminhava por entre letras e bytes. Era um oásis de sonhos que me carregava de um ponto bom por entre lugares inóspito. Como que anestesiado eu caminhava. Sem rumo. Sem norte. Sem eira nem beira.
De certa forma eu sobrevivi pelos caminhos torpes que ligam os sonhos às letras. De certa forma ...
De volta à ativa ...
De certa forma eu sobrevivi pelos caminhos torpes que ligam os sonhos às letras. De certa forma ...
De volta à ativa ...
quarta-feira, dezembro 13, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
Pó de Giz
Sou um professor.
Cansado.
Esgotado.
Ganhando pouco.
Sem muita atenção.
Trabalhando muito.
Sem valorização.
Buscando um espaço.
Engulindo sapo.
Vivendo menos.
Sentindo mais.
Se preocupando com tudo.
Pensando em nada.
E peço perdão pelos pleonasmos.
Cansado.
Esgotado.
Ganhando pouco.
Sem muita atenção.
Trabalhando muito.
Sem valorização.
Buscando um espaço.
Engulindo sapo.
Vivendo menos.
Sentindo mais.
Se preocupando com tudo.
Pensando em nada.
E peço perdão pelos pleonasmos.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
que Lua!
Impossível fingir. No Rio Grande do Sul é impossível fingir que o verão chegou. A gente sua sentado que nem maratonista na são silvestre. Fica sempre melado, não importa quando tomou banho. (Descobri que o suor tem a mesma composição quimica da urina, um nojo) O tempo de validade do desodorante é de vinte a trinta minutos na sombra, depois é que nem a torcida do flamengo em dia de jogo no Maracanã. Levanta-se não com aquela brisa gostosa da manhã, mas já com um calor de rachar e com o travesseiro suado. (ou mijado segundo a minha informação, um nojo). Procura-se colocar roupas claras que na real só te deixam mais chateado ainda, pois elas ficam transparentes e os biquinhos do peito passam a ser de domínio público, bem como a cabeleira de baixo do braço. Nada estético. A gente sonha com os Alpes suiços e Barilhoche, mas só pode ir para Gramado e Imbé. Deprimente.
Vai-se pegar um emprego temporário e tem centenas de vagas para Papai Noel. Imagina o calor daquela roupa e a pentelhação daquelas crianças. Nada feito.
Sempre se procura um amigo com piscina em casa, mas não se sabe o motivo essas pessoas tornam-se mais seletivas nesse período. Quem tem ar condicionado levanta as mãos para o céu e pede para não pegar pneumonia, pois dentro da sala ou do carro é 15 graus e fora é 40.
Mas o que realmente me incomoda são as tais das cigarras que por volta das dez da manhã até o meio dia cantam desatinadamente. Isso é muito chato pois recordo-me que sou formiga!
Vai-se pegar um emprego temporário e tem centenas de vagas para Papai Noel. Imagina o calor daquela roupa e a pentelhação daquelas crianças. Nada feito.
Sempre se procura um amigo com piscina em casa, mas não se sabe o motivo essas pessoas tornam-se mais seletivas nesse período. Quem tem ar condicionado levanta as mãos para o céu e pede para não pegar pneumonia, pois dentro da sala ou do carro é 15 graus e fora é 40.
Mas o que realmente me incomoda são as tais das cigarras que por volta das dez da manhã até o meio dia cantam desatinadamente. Isso é muito chato pois recordo-me que sou formiga!
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Panela em que muitos mexem
A impressão que tenho é que vivemos em um tempo onde a verdade não interessa. O importante é a versão. Isso funciona também para a imagem. Se você é ou não bonito, gosta ou não de ser, se é loiro (a) ou moreno (a) não importa. Não importa se gosta desse tipo de vida ou dos valores nela implícitos tampouco. Vale também para as relações, falemos e depois não damos o devido lastro. Manipulações, mentiras, falcatruas e outras coisas são moeda correnta na nossa vida. Aliás parece que inteligência vem sempre acompanhada de tentativa de manipulação. E não falo das mega corporações de manipulação que convencionamos, erradamente ao meu ver, chamar de mídia. Falo das relações pessoais que estabelecemos.
Existem pessoas que se esforçam por parecerem perfeitas mesmo não sendo e mesmo que isso fique evidente. Hoje você deve ser perfeito até ao reverso, ou seja, em errar pareça humilde para assumir e arrependido para mudar. Note que eu falei pareça e não seja. Os valores cristãos que agora entram na moda são transformados e purpurina que recobre uma fantasia. Impressionante como isso ocorre o tempo todo ao meu redor. Sem distinção de pessoa, classe, etc.
E o errado sou eu que sou o mais verdadeiro possível.
Se brinco, bebo, danço e falo bobagem sou imaturo e deveria mudar, "afinal vou ser pai".
Se demoro para tomar uma decisão pensando melhor e articulando várias possibilidades sou covarde e não sei tomar decisões.
Se digo que sou um dos melhores naquilo em que faço e critico aqueles que deveriam ser "colegas" sou antiético e cafajeste com as pessoas minhas "colegas".
Mas ninguém procura ver que sou verdadeiro. Ajo conforme minha consciência no certo e no errado e a assumo, sempre.
Não vou ser modesto aqui, isso me rende problemas, mas também me rende maravilhas.
No mundo estamos em falta disso.
Existem pessoas que se esforçam por parecerem perfeitas mesmo não sendo e mesmo que isso fique evidente. Hoje você deve ser perfeito até ao reverso, ou seja, em errar pareça humilde para assumir e arrependido para mudar. Note que eu falei pareça e não seja. Os valores cristãos que agora entram na moda são transformados e purpurina que recobre uma fantasia. Impressionante como isso ocorre o tempo todo ao meu redor. Sem distinção de pessoa, classe, etc.
E o errado sou eu que sou o mais verdadeiro possível.
Se brinco, bebo, danço e falo bobagem sou imaturo e deveria mudar, "afinal vou ser pai".
Se demoro para tomar uma decisão pensando melhor e articulando várias possibilidades sou covarde e não sei tomar decisões.
Se digo que sou um dos melhores naquilo em que faço e critico aqueles que deveriam ser "colegas" sou antiético e cafajeste com as pessoas minhas "colegas".
Mas ninguém procura ver que sou verdadeiro. Ajo conforme minha consciência no certo e no errado e a assumo, sempre.
Não vou ser modesto aqui, isso me rende problemas, mas também me rende maravilhas.
No mundo estamos em falta disso.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Seis por meia dúzia
Certo que daqui a exatos um mês eu vou chegar aos trinta. Aliás, certo não, quase certo. Sempre tem o "sobrenatural de almeida". Mas como a esperança é a última que morre, espero chegar lá. Trintão e com corpinho de 18! Cabeça de 15 ...
Tenho me perguntado isso por muito tempo: amadureci?
E acho que sim e não.
Explico: sou imaturo na grande parte do tempo que se apresenta a mim. Assim, acho que conservo o bom humor e a inocência que tornam a vida um lugar menos inóspito. Procuro, nos momentos de maturidade, usar a máxima de que "tu te tornas eternamente resposável por aquilo que cativas".
O problema está em quando é um momento e quando é o outro. Vou usando o método ensaio e erro.
Semana passada uma velhinha me abordou na rua, segurou o meu braço bem firme e começou a revirar os olhinhos. Não deu outra, olhei para ela e disse "A senhora é muito sexy mas hoje não comprei o meu viagra!" e comecei a rir. A velhinha apertava mais o meu braço e colocou a língua para fora. Nesse momento eu retruquei: "Assim estou ficando excitado" e voltei a gargalhar.
A velhinha caiu no chão. Juntou gente. Estava tendo um ataque cardíaco.
Errei os momentos.
Paciência. A gente não pode acertar todas.
Ainda bem que não sou médico ...
Tenho me perguntado isso por muito tempo: amadureci?
E acho que sim e não.
Explico: sou imaturo na grande parte do tempo que se apresenta a mim. Assim, acho que conservo o bom humor e a inocência que tornam a vida um lugar menos inóspito. Procuro, nos momentos de maturidade, usar a máxima de que "tu te tornas eternamente resposável por aquilo que cativas".
O problema está em quando é um momento e quando é o outro. Vou usando o método ensaio e erro.
Semana passada uma velhinha me abordou na rua, segurou o meu braço bem firme e começou a revirar os olhinhos. Não deu outra, olhei para ela e disse "A senhora é muito sexy mas hoje não comprei o meu viagra!" e comecei a rir. A velhinha apertava mais o meu braço e colocou a língua para fora. Nesse momento eu retruquei: "Assim estou ficando excitado" e voltei a gargalhar.
A velhinha caiu no chão. Juntou gente. Estava tendo um ataque cardíaco.
Errei os momentos.
Paciência. A gente não pode acertar todas.
Ainda bem que não sou médico ...
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Me deu vontade
Sei que isto está um deserto. Estéril e chato. E sei que a culpa é toda minha, mas a vida "é uma caixinha de surpresas" e isso não vai me deixar desanimado.
Descobri que a velocidade é relativa. Em realidade os físicos tinham já descoberto isso, mas agora eu provei. Provar não do sentido comprovar mas do sentido experimentar. Estamos novamente no natal. A um ano minha vida era uma bagunça e o blog um escape. Hoje, minha vida é um escape e o blog uma bagunça. Está tudo bom, tendendo ao maravilhoso. E tudo isso em apenas um ano. Eu não vivo, eu brinco de montanha russa. Assim como estou em baixo, uma piscadela e subo. O problema era eu me acostumar com isso e perceber que trajetórias não mudam essências.
Um grande amigo me disse que antes eu via problemas e agora eu busco soluções. Nisso ele tem razão, toda a razão. E são coisas diametralmente opostas.
Nesse natal não visualize os problemas mas busque as soluções. Entenda que o atrito não é bom para ninguém, mas que limites são um sinal de amor. Veja que o que abunda em ti pode fazer falta num amigo próximo, vivemos em sociedade. Entenda essa frase. Saiba que assim como ganhamos, perdemos na mesma proporção. E que este pode ser o último natal de qualquer um de nós ...
Mas, que morre de véspera é peru!
Descobri que a velocidade é relativa. Em realidade os físicos tinham já descoberto isso, mas agora eu provei. Provar não do sentido comprovar mas do sentido experimentar. Estamos novamente no natal. A um ano minha vida era uma bagunça e o blog um escape. Hoje, minha vida é um escape e o blog uma bagunça. Está tudo bom, tendendo ao maravilhoso. E tudo isso em apenas um ano. Eu não vivo, eu brinco de montanha russa. Assim como estou em baixo, uma piscadela e subo. O problema era eu me acostumar com isso e perceber que trajetórias não mudam essências.
Um grande amigo me disse que antes eu via problemas e agora eu busco soluções. Nisso ele tem razão, toda a razão. E são coisas diametralmente opostas.
Nesse natal não visualize os problemas mas busque as soluções. Entenda que o atrito não é bom para ninguém, mas que limites são um sinal de amor. Veja que o que abunda em ti pode fazer falta num amigo próximo, vivemos em sociedade. Entenda essa frase. Saiba que assim como ganhamos, perdemos na mesma proporção. E que este pode ser o último natal de qualquer um de nós ...
Mas, que morre de véspera é peru!
terça-feira, outubro 10, 2006
É, verdade ...
É nessa doida e insensata coisa que chamamos de vida que aquilo que chamamos de felicidade chega e se esvai. São momentos fugazes que se eternizam na vontade de serem eternos. Momentos que podem também ser vida. A tua vida. A minha vida. A vontade da eternidades é fugaz como a própria imagem do que se tem por eterno. Um sorriso de criança tem mais força que mil bombas atômicas, mas somente para aqueles que acreditam que os momentos se sucedem sem a menor racionalidade e que aquilo que entendemos por vida também ... Precisar o infinito é sempre algo intangível para a alma mas presente ao coração. Sorrir, ainda que não sejas mais criança, é saber-se centelha divina. Acreditando ou não é preciso viver. Divindade, criança, eternidade, amor, infinito tudo isso é bomba se, e somente se, entederes que esvair-se faz parte também de ti. Um eterno oceano que vem e vai e que nossa lógica apenas prediz que uma concha um dia aparecerá. Parece lógico mas é óbvio. A lógica é óbvia demais para ser levada a sério. E se a vida é lógica, bom meu amigo, está na hora de você nao levá-la a sério. Rir-se do nada e importar-se com uma borboleta pode ser efeito da loucura ou da teoria do caos. Aos físicos a segunda e ao vencedor as batatas! Lógica é aquilo que a gente acha que encaixa sem ver direito se encaixou.
Lembra daquela criança?
E daquele sorriso?
Durante esse post ela cresceu, afinal o tempo é relativo!
E a bomba?
Energia, um dia voltamos, se é que já fomos.
Afinal o fim.
Lembra daquela criança?
E daquele sorriso?
Durante esse post ela cresceu, afinal o tempo é relativo!
E a bomba?
Energia, um dia voltamos, se é que já fomos.
Afinal o fim.
quinta-feira, setembro 28, 2006
Saída pela direita!
Quem falou que o mundo dá voltas usou, no mínimo um eufemismo. No meu caso ele está me deixando completamente zonzo!
Quem falou que estamos na era da velocidade estava de brincadeira comigo. Lembra daquele ditado: "Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come!"? Si non é vero é benne trovato!
Rita Lee que dizia numa música sua o fantástico verso: "Quero voltar para dentro da barriga da minha mãe!"
E eu repito umas trinta vezes por dia o slogan do Popeye "Macacos me mordam!" ou o do Robin "Santa confusão Batman, como vamos sair dessa?" Mas eu não tenho Batman nenhum. No fim disso tudo espero que terminemos como em "E o vento levou ..."
Mas ao fundo lembro-me do velho e saudoso Leão da Montanha ...
Quem falou que estamos na era da velocidade estava de brincadeira comigo. Lembra daquele ditado: "Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come!"? Si non é vero é benne trovato!
Rita Lee que dizia numa música sua o fantástico verso: "Quero voltar para dentro da barriga da minha mãe!"
E eu repito umas trinta vezes por dia o slogan do Popeye "Macacos me mordam!" ou o do Robin "Santa confusão Batman, como vamos sair dessa?" Mas eu não tenho Batman nenhum. No fim disso tudo espero que terminemos como em "E o vento levou ..."
Mas ao fundo lembro-me do velho e saudoso Leão da Montanha ...
quarta-feira, setembro 27, 2006
Das coisas da vida
Eu tenho achado doce o gosto da desilusão. Pode parecer estranho mas é estritamente verídico. Não falo de desilusões amorosas, nem qualquer outra de tipo pueril, mas desilusão no profundo de seu significado. Renego toda e qualquer filosofia piegas de auto-ajuda que procura reafirmar o velho e batido ditado de que tudo tem seu lado bom. Não tem e pronto! Acostumemo-nos. Desilusão é desilusão, cest finit. Não é porta para nada melhor. Não é momento para introspecção. Não é espaço para aprendizado. Não é nem mesmo digno de esquecimento. Desilusão é natural. Como natural também é a tristeza, a solidão, a dor de dente, a fome, a remela e a própria morte. Simples ou complexas, as coisas são naturais. Simplesmente naturais. Como bosta de vaca. Se mexer fede, se deixar endurece e não incomoda.
Taí, conclusão in extremis: desilusão é bosta de vaca. Pensado nesse exato momento. Lembre-se apenas de que a vaca não é você, tampouco, in casu, a merda.
Assim, a constatação mais clara é: "E daí que a vaca cagou?". Não sendo em mim, e desilusão nunca tem como sujeito o desiludido, dane-se o cheiro. Acho que, por isso, a sábia língua portuguesa colocou o verbo desiludir como intransitivo. Segunda conclusão da noite: bosta de vaca é intransitivo. Tão genial quanto a primeira, diga-se de passagem.
Apenas agora me dei conta de que fica estranho fechar as pontas: Bosta de vaca tem gosto doce.
Paciência, lembre-se: é natural.
Taí, conclusão in extremis: desilusão é bosta de vaca. Pensado nesse exato momento. Lembre-se apenas de que a vaca não é você, tampouco, in casu, a merda.
Assim, a constatação mais clara é: "E daí que a vaca cagou?". Não sendo em mim, e desilusão nunca tem como sujeito o desiludido, dane-se o cheiro. Acho que, por isso, a sábia língua portuguesa colocou o verbo desiludir como intransitivo. Segunda conclusão da noite: bosta de vaca é intransitivo. Tão genial quanto a primeira, diga-se de passagem.
Apenas agora me dei conta de que fica estranho fechar as pontas: Bosta de vaca tem gosto doce.
Paciência, lembre-se: é natural.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Rua abaixo
A menina - É por aqui a Praça XV?
O Príncipe - Não ...
Eram umas sete e meia da noite. De uma noite que começava a esfriar rapidamente em Porto Alegre, como as de inverno. Também começava a chover e as luzes do dia se perdiam em meio as nuvens e ao cair da noite. A menina ia na direção completamente contrária da que queria. A praça XV fica no centro e é conhecido ponto de sem-teto, sem-carinho, sem-cuidado, sem-nada ...
Ela, a menina, com frio, molhada e visivelmente maltratada não demonstrou qualquer sinal de agressividade, mas ainda assim era evitada pelos transeuntes. A pergunta tinha um tom melancólico que misturava um certo sentimento de falta de convicção no recebimento de uma resposta e desimportância. Como se pergunta-se ao vento onde se esconde o sol.
O Príncipe - Estás, aliás, bem longe ...
A Menina - É?
O Príncipe - Sim deves seguir a próxima avenida grande e caminhar bastante até o centro.
No mínimo, quarenta e cinco minutos de caminhada. Insólita. Solitária. Penosa. Cruel. Imoral.
Frio e chuva estavam mais do que previstos como forma de açoitar aquela alma. E parecia que ninguém se preocupava com isso. Ela mesma resignava-se a falar com sombras e a ouvir uma cidade de costas.
A Raposa - Vou te levar até a parada de ônibus e tu pegas um até o centro, de lá é mais fácil ir até a praça XV. Assim foges da chuva e do frio.
Dois reais, era o que eu tinha no bolso.
A Raposa, mesmo ela, agredida pela cena procurou acolher uma menina que parecia não enteder a reação minha. Seus olhos demonstravam o espanto que é receber uma mão estendida. Mas a Raposa não pensou no que fazia. A Menina relutava em ir até a parada de ônibus e a Raposa então compreendeu ...
A Raposa - Aqui se pega o ônibus. Você pode usar esse dinheiro para pegar o ônibus e fugir da chuva e do frio ou ir a pé por esta grande avenida até o centro.
Escolha desumana. Escolha nojenta. Nojeira que começa em cada sala de burocrata. Em cada mesa de político. Em cada assinatura carregada de poder e dinheiro e imersa em desconsideração. O entulho explode no peito dos honestos com a força de mil bombas atômicas. O frio e a chuva são seus eternos companheiros. O mísero pão que poderia ela comprar não. País asqueroso.
Desceu ela rua abaixo alguns passos. Escolha feita. Mas antes ela parou e perguntou.
A Menina - Quer de volta os dois reais? - Estendendo a mão com o dinheiro.
Não pude responder. Apenas acenei com a cabeça que não. Honestidade, ombriedade, caráter. Tudo o que falta para tanta gente. E eu então sentei no cordão da calçada e chorei. Chorei pelo por mim. Chorei pelo Brazil. Chorei pelo mundo, acredite, chorei por você. Senti vergonha de ser brasileiro. Senti vergonha de fazer parte de toda uma sociedade capitalista ocidental contemporânea. Vendo a menina se distanciar e a chuva aumentar, talvez eu quisesse me punir pelo que faço a ela. Suporto esse sistema degradante e apenas choro.
Você tem mais escolhas em outubro e em novembro para fazer. Escolhas que podem mudar as escolhas dela. E de tantas outras pessoas.
Por favor ...
O Príncipe - Não ...
Eram umas sete e meia da noite. De uma noite que começava a esfriar rapidamente em Porto Alegre, como as de inverno. Também começava a chover e as luzes do dia se perdiam em meio as nuvens e ao cair da noite. A menina ia na direção completamente contrária da que queria. A praça XV fica no centro e é conhecido ponto de sem-teto, sem-carinho, sem-cuidado, sem-nada ...
Ela, a menina, com frio, molhada e visivelmente maltratada não demonstrou qualquer sinal de agressividade, mas ainda assim era evitada pelos transeuntes. A pergunta tinha um tom melancólico que misturava um certo sentimento de falta de convicção no recebimento de uma resposta e desimportância. Como se pergunta-se ao vento onde se esconde o sol.
O Príncipe - Estás, aliás, bem longe ...
A Menina - É?
O Príncipe - Sim deves seguir a próxima avenida grande e caminhar bastante até o centro.
No mínimo, quarenta e cinco minutos de caminhada. Insólita. Solitária. Penosa. Cruel. Imoral.
Frio e chuva estavam mais do que previstos como forma de açoitar aquela alma. E parecia que ninguém se preocupava com isso. Ela mesma resignava-se a falar com sombras e a ouvir uma cidade de costas.
A Raposa - Vou te levar até a parada de ônibus e tu pegas um até o centro, de lá é mais fácil ir até a praça XV. Assim foges da chuva e do frio.
Dois reais, era o que eu tinha no bolso.
A Raposa, mesmo ela, agredida pela cena procurou acolher uma menina que parecia não enteder a reação minha. Seus olhos demonstravam o espanto que é receber uma mão estendida. Mas a Raposa não pensou no que fazia. A Menina relutava em ir até a parada de ônibus e a Raposa então compreendeu ...
A Raposa - Aqui se pega o ônibus. Você pode usar esse dinheiro para pegar o ônibus e fugir da chuva e do frio ou ir a pé por esta grande avenida até o centro.
Escolha desumana. Escolha nojenta. Nojeira que começa em cada sala de burocrata. Em cada mesa de político. Em cada assinatura carregada de poder e dinheiro e imersa em desconsideração. O entulho explode no peito dos honestos com a força de mil bombas atômicas. O frio e a chuva são seus eternos companheiros. O mísero pão que poderia ela comprar não. País asqueroso.
Desceu ela rua abaixo alguns passos. Escolha feita. Mas antes ela parou e perguntou.
A Menina - Quer de volta os dois reais? - Estendendo a mão com o dinheiro.
Não pude responder. Apenas acenei com a cabeça que não. Honestidade, ombriedade, caráter. Tudo o que falta para tanta gente. E eu então sentei no cordão da calçada e chorei. Chorei pelo por mim. Chorei pelo Brazil. Chorei pelo mundo, acredite, chorei por você. Senti vergonha de ser brasileiro. Senti vergonha de fazer parte de toda uma sociedade capitalista ocidental contemporânea. Vendo a menina se distanciar e a chuva aumentar, talvez eu quisesse me punir pelo que faço a ela. Suporto esse sistema degradante e apenas choro.
Você tem mais escolhas em outubro e em novembro para fazer. Escolhas que podem mudar as escolhas dela. E de tantas outras pessoas.
Por favor ...
quarta-feira, setembro 06, 2006
Alpes gaúchos
Porto Alegre é demais. Todo ano invento novas configurações para as roupas que tenho. Eu tenho a configuração "Sol escaldante", a "Calor abafado", a "Muita chuva e pouco sol", a "Muita chuva e muita chuva", tem também a "Friozinho fresco de carioca", a "Frio gaudério" e tinha a mais forte de todas a conhecida "Frio de renguar cusco". Essa era composta por siroulas, calça de brim (aqui no sul não se usa "jeans", isso é coisa de marica) duas meias, camiseta Hering com mangas longas, "suéter" (é chique e não bixa!) de lã fininho e aí vinha um blusão de lá grossa ou moleton grosso. Para sair na rua, era ainda necessário um bom casaco e cachecol. Essa configuração todo mundo tem de reserva. Cuida para não lavar as peças no inverno, caso um minuano de arrebalde apareça e a temperatura desmaie. Nem liga muito para cores e combinações afinal, quando o queixo bate o olho não consegue ver nada a não ser um bom chocolate quente. Depois, a grande maioria das peças fica por baixo mesmo. O famoso poncho fica guardado num local do guarda-roupa onde você precisa digitar uma senha. Ao fazer isso um alarme soa pela casa e coisinhas mais, digamos, mais sensíveis são forçadas a se recolherem seja a hora que for. Animais de estimação, crianças com menos de cinco anos e idosos com mais de sessenta e cinco e também mulheres grávidas vão para os seus quartos onde desenvolvem técnicas de guerrilha contra o frio. Essas técnicas incluem panela com alcool queimando, bolsas de água quente, cobertores elétricos, muito café quente, panos em baixo das portas e nas janelas, gatos e cachorros para os pés etc. Coisas bem conhecidas dos pampas.
Nesses últimos quinze dias, entretanto, Porto Alegre me surpreendeu. Tive que criar a configuração "Super inverno plus II com abas". É composta de siroulas, suéter, meias, calças de brim exatamente como na outra, mas agora o "improvement" fica por conta de você colocar o blusão de lã e o moleton grosso juntos, um em cima do outro. Para sair, além da jaqueta já mencionada, se sair antes das sete da manhã ou depois das sete e meia da noite leva também um cobertor. Não há muita diferença de horário então aconselho a também dormir com essa roupa, cuidando apenas para trocar as roupas íntimas. A situação é tão perigosa que tenho levado também o travasseiro caso a frente da casa congele e eu precise dormir em algum conhecido. Nesses dias a solidariedade empresta colchão mas cobertores são de uso pessoal e intransferível.
Vou terminando o post que soou a sirene de alerta para quedas bruscas de temperatura. Com isso agora pegamos direto uma pneumonia que pode avançar para tuberculose. Aqui erradicamos a gripe, ela morreu de frio.
Nesses últimos quinze dias, entretanto, Porto Alegre me surpreendeu. Tive que criar a configuração "Super inverno plus II com abas". É composta de siroulas, suéter, meias, calças de brim exatamente como na outra, mas agora o "improvement" fica por conta de você colocar o blusão de lã e o moleton grosso juntos, um em cima do outro. Para sair, além da jaqueta já mencionada, se sair antes das sete da manhã ou depois das sete e meia da noite leva também um cobertor. Não há muita diferença de horário então aconselho a também dormir com essa roupa, cuidando apenas para trocar as roupas íntimas. A situação é tão perigosa que tenho levado também o travasseiro caso a frente da casa congele e eu precise dormir em algum conhecido. Nesses dias a solidariedade empresta colchão mas cobertores são de uso pessoal e intransferível.
Vou terminando o post que soou a sirene de alerta para quedas bruscas de temperatura. Com isso agora pegamos direto uma pneumonia que pode avançar para tuberculose. Aqui erradicamos a gripe, ela morreu de frio.
quinta-feira, agosto 31, 2006
O velho Marx
Era o início dos anos 90 e meu pai tinha passado pelo vestibular ingressando no curso de economia. Tardiamente era verdade, já tinha seus 35 anos, mas muito suado. A faculdade de economia, de início, fez parte da minha vida também. Não porque eu tivesse na época interesse especial pela matéria, mas por eu partilhar um pouco da animação de meu pai. Era contato com um monte de autores renomados, nomes importantes que tinham pensado coisas importantes. Era livro que não acabava mais.
Eu, ainda no segundo grau, por muitas vezes achava aquilo tudo muito entediante. Smith? Hegel? Ricardo? Não, obrigado, já almocei. Os meses se passavam e meu pai insistia, cada dia com um escritor nome, a "bola da vez". Discussões monológicas sobre seus aprendizados, algo em mim sempre ficava. Se era o interesse dele eu não sei, mas com certeza não era do meu. Ficava ali escutando mas não ouvindo. Lembrava apenas de ficar atento às pausas de "Entendeu, filho?" às quais eu respondia "Claro, mas isso não se contrapõe ao outro autor?". Isso era a certeza para ela de que eu prestara à atenção nos dois autores e a garantia de um sorriso aberto e mais duas ou três horas de discussão.
Muitas vezes fazemos isso. Fingimos que a vida não nos machuca. Fingimos que as palavras não nos tocam ou com o desentendimento cínico e pueril ("Ãhh?) ou com uma contraposição fundada na forma e não no conteúdo ("Não vou nem discutir isso."). Assim, o barco vai correndo, a vida vai passando e os estilhaços machucam menos, além de não fazer a felicidade de quem se propõe a ferir. Muitas vezes lutar para desarmar uma bomba é, além de cansativo, muito arriscado. Se não há perigo, afastamo-nos e deixemos detonar. Meu pai falava do que lia e do que aprendia no maior interesse do mundo: passar ao filho. Outras pessoas podem se sentir ameaçadas e assim buscar briga. Lembre de deixar detonar.
Quando eu entrei na faculdade, por ironia do destino todos esses autores voltaram. Me formei em história e todos eles fizeram parte da minha vida. Os ecos do meu pai ainda estavam vivos e, de alguma forma, o destino jogou ao nosso favor. Meu e dele.
De todos os autores que li o velho Karl Marx ainda me traz recordações. Mais-valia, luta de classes, expropriações são ferramentas de aula. Quem sabe por um futuro melhor. Quem sabe ...
Dizia ele, com sapiência incrível, que preço não é igual a valor. E existe o valor de troca e o valor de uso.
Estive pensando nisso. Ciúme, alto valor de uso e baixíssimo valor de troca.
E o barco vai passando ...
Eu, ainda no segundo grau, por muitas vezes achava aquilo tudo muito entediante. Smith? Hegel? Ricardo? Não, obrigado, já almocei. Os meses se passavam e meu pai insistia, cada dia com um escritor nome, a "bola da vez". Discussões monológicas sobre seus aprendizados, algo em mim sempre ficava. Se era o interesse dele eu não sei, mas com certeza não era do meu. Ficava ali escutando mas não ouvindo. Lembrava apenas de ficar atento às pausas de "Entendeu, filho?" às quais eu respondia "Claro, mas isso não se contrapõe ao outro autor?". Isso era a certeza para ela de que eu prestara à atenção nos dois autores e a garantia de um sorriso aberto e mais duas ou três horas de discussão.
Muitas vezes fazemos isso. Fingimos que a vida não nos machuca. Fingimos que as palavras não nos tocam ou com o desentendimento cínico e pueril ("Ãhh?) ou com uma contraposição fundada na forma e não no conteúdo ("Não vou nem discutir isso."). Assim, o barco vai correndo, a vida vai passando e os estilhaços machucam menos, além de não fazer a felicidade de quem se propõe a ferir. Muitas vezes lutar para desarmar uma bomba é, além de cansativo, muito arriscado. Se não há perigo, afastamo-nos e deixemos detonar. Meu pai falava do que lia e do que aprendia no maior interesse do mundo: passar ao filho. Outras pessoas podem se sentir ameaçadas e assim buscar briga. Lembre de deixar detonar.
Quando eu entrei na faculdade, por ironia do destino todos esses autores voltaram. Me formei em história e todos eles fizeram parte da minha vida. Os ecos do meu pai ainda estavam vivos e, de alguma forma, o destino jogou ao nosso favor. Meu e dele.
De todos os autores que li o velho Karl Marx ainda me traz recordações. Mais-valia, luta de classes, expropriações são ferramentas de aula. Quem sabe por um futuro melhor. Quem sabe ...
Dizia ele, com sapiência incrível, que preço não é igual a valor. E existe o valor de troca e o valor de uso.
Estive pensando nisso. Ciúme, alto valor de uso e baixíssimo valor de troca.
E o barco vai passando ...
quarta-feira, agosto 30, 2006
Cha-la-la
Tenho tentado voltar à antiga forma. Certo que escrever também é questão de prática e tenho percebido que perdi um pouco (senão muito) da minha. Mas também é um exercício de disciplina e esforço. Outra vez li num livro ou revista que os gênios são aqueles que complementam o que recebem com o que fazem. Assim vou começar a usar a grande regra do mundo: repetir.
Perceberam como o mundo todo funciona desta maneira?
Marketing é a repetição exaustiva de afirmações que acabam se tornando verdade.
Jornalismo é a repetição contextualizada de opiniões que acabam se repetindo nos discursos afora.
Comércio é a repetição negociada de ofertas e produtos interessantes ou não que fazem repetir estruturas sociais excludentes.
Amor é a repetição verdadeira de carinhos e pensamentos que acabam por sensibilizar o ser amado.
Trabalho é a repetição de rotinas físicas ou intelectuais de modo a automatizá-las até a inconsciência
Política é a repetição cínica de ideais deslavadamente intangíveis ou inverídicos para manutenção de posições de poder.
Religião é a repetição dogmática de pensamentos insondáveis para diminuição da culpa ou expiação da dor.
Amizade é a repetição de atos e ações para criar vínculos com quem se quer criar respeito e confiança.
Saudade é a repetição dolorosa das sensações experimentadas outrora sabidamente não retornáveis.
Algumas eu repito outras eu refuto mas no fundo reputo à repetição a principal regra do mundo.
Vou escrevendo ... repetindo como um eco solitário num canion escaldante. Mais velocidade e menos distinção.
Perceberam como o mundo todo funciona desta maneira?
Marketing é a repetição exaustiva de afirmações que acabam se tornando verdade.
Jornalismo é a repetição contextualizada de opiniões que acabam se repetindo nos discursos afora.
Comércio é a repetição negociada de ofertas e produtos interessantes ou não que fazem repetir estruturas sociais excludentes.
Amor é a repetição verdadeira de carinhos e pensamentos que acabam por sensibilizar o ser amado.
Trabalho é a repetição de rotinas físicas ou intelectuais de modo a automatizá-las até a inconsciência
Política é a repetição cínica de ideais deslavadamente intangíveis ou inverídicos para manutenção de posições de poder.
Religião é a repetição dogmática de pensamentos insondáveis para diminuição da culpa ou expiação da dor.
Amizade é a repetição de atos e ações para criar vínculos com quem se quer criar respeito e confiança.
Saudade é a repetição dolorosa das sensações experimentadas outrora sabidamente não retornáveis.
Algumas eu repito outras eu refuto mas no fundo reputo à repetição a principal regra do mundo.
Vou escrevendo ... repetindo como um eco solitário num canion escaldante. Mais velocidade e menos distinção.
segunda-feira, agosto 28, 2006
Justus e ridículus
Nosso mundo anda realmente de pernas para o ar. Como se não bastasse a infindável lista de desumanidades, atrocidades, desrespeitos para com semelhantes, obscenidades financeiras, corrupção em todos os níveis agora também temos a venda descarada de arrogância na televisão.
Isso é deveras estranho, pois no Brasil todas as pessoas públicas procuram se cercar de uma aura de humildade, simpatia e simplicidade. Mesmo pessoas reconhecidamente intragáveis ao menor sinal de uma câmera começam a usar o pronome "nós" ao invés do eu e a desculpar a tudo e a todos em nome de sua grandiosidade. Em qualquer canal e em qualquer tempo isso parecia uma verdade imutável.
A Record mudou isso. Colocou no ar um programa cópia de programa gringo com requintes de pedantismo, botox e laquê. Atração de impressionante falta de tato e respeito que chega a superar o Programa do Jô em suas mais asquerosas entrevistas. Aliás, Jô Soares e Roberto Justus não caberiam no mesmo prédio. Seus egos intergalácticos não suportariam essa proximidade.
Publicitário de 51 anos Roberto Justus fez carreira como atendimento de agências. Uma função não muito bem reconhecida entre os publicitários e procurada por quem tem mais tato do que criatividade. Sempre teve respaldo financeiro para suas buscas, não consolidando assim um "empreendedor" no sentido mais estrito da palavra. Ganhou uma série de prêmios muito mais políticos do que merecidos e construiu, como é a tônica nesse país, uma carreira com muito mais maquiagem do que suor.
Ao comandar o rídiculo programa não escolhe, se puderem vocês perceber, pessoas que de alguma forma tenham sua personalidade profissional formada. São sempre estudantes cujas fraquezas são facilmente percebidas e tenazmente estudadas. Atrevo-me a dizer que de início já se sabe quem será o "vencedor". Justus e sua equipe de vilania fazem propostas de jobs totalmente sem nexo e tiram daí conclusões mais estereotipadas ainda. Baseadas na "experiência" de um profissional que justifica, com sua carreira profissional, muito mais o botox do que o pedantismo que apresenta.
Recentemente, ao encontrar um rapaz que, pode ter os defeitos que tiver, teve ao menos, peito para, em um programa ao vivo, demitir o Luis XVI da televisão da Record transformou o corajoso ato em pirraça e covardia juvenil. Utilizando-se de seus "conselheiros" (bem ao tom das antigas cortes de nobres) e de sua ultra exposição na mídia, decretou a falência profissional de um rapaz por "quebra de contrato na vida". Alguém deveria explicar ao senhor Justus que a vida não é um contrato e que ele, Justus, não tem ingerência na vida de mais ninguém com exceção da sua.
Quanto mais a nossa sociedade produz ignonímias tais quais essa, que buscam "ensinar" o que nunca aprenderam e que medem a competência pela conta bancária, mais veremos frutificar a desigualdade que certamente é o mal do século XXI. Desigualdade que começa nas pequenas coisas e que acaba por falsamente transformar Justus numa espécie de Senhor Destino, conhecedor profundo de "não se sabe bem o quê" que podemos avaliar "não se sabe bem pelo quê" mas que o permite cometer atrocidades recheadas de ignorância e soberba.
Longe de fazer apologia ao rapaz, quero deixar aqui meu "urra" a uma atitude honesta a digna, competente e corajosa. O Aprendiz foi tão humilde que chegou a desnudar a carapuça do "mestre".
Que saudades do senhor Miaguy ...
Isso é deveras estranho, pois no Brasil todas as pessoas públicas procuram se cercar de uma aura de humildade, simpatia e simplicidade. Mesmo pessoas reconhecidamente intragáveis ao menor sinal de uma câmera começam a usar o pronome "nós" ao invés do eu e a desculpar a tudo e a todos em nome de sua grandiosidade. Em qualquer canal e em qualquer tempo isso parecia uma verdade imutável.
A Record mudou isso. Colocou no ar um programa cópia de programa gringo com requintes de pedantismo, botox e laquê. Atração de impressionante falta de tato e respeito que chega a superar o Programa do Jô em suas mais asquerosas entrevistas. Aliás, Jô Soares e Roberto Justus não caberiam no mesmo prédio. Seus egos intergalácticos não suportariam essa proximidade.
Publicitário de 51 anos Roberto Justus fez carreira como atendimento de agências. Uma função não muito bem reconhecida entre os publicitários e procurada por quem tem mais tato do que criatividade. Sempre teve respaldo financeiro para suas buscas, não consolidando assim um "empreendedor" no sentido mais estrito da palavra. Ganhou uma série de prêmios muito mais políticos do que merecidos e construiu, como é a tônica nesse país, uma carreira com muito mais maquiagem do que suor.
Ao comandar o rídiculo programa não escolhe, se puderem vocês perceber, pessoas que de alguma forma tenham sua personalidade profissional formada. São sempre estudantes cujas fraquezas são facilmente percebidas e tenazmente estudadas. Atrevo-me a dizer que de início já se sabe quem será o "vencedor". Justus e sua equipe de vilania fazem propostas de jobs totalmente sem nexo e tiram daí conclusões mais estereotipadas ainda. Baseadas na "experiência" de um profissional que justifica, com sua carreira profissional, muito mais o botox do que o pedantismo que apresenta.
Recentemente, ao encontrar um rapaz que, pode ter os defeitos que tiver, teve ao menos, peito para, em um programa ao vivo, demitir o Luis XVI da televisão da Record transformou o corajoso ato em pirraça e covardia juvenil. Utilizando-se de seus "conselheiros" (bem ao tom das antigas cortes de nobres) e de sua ultra exposição na mídia, decretou a falência profissional de um rapaz por "quebra de contrato na vida". Alguém deveria explicar ao senhor Justus que a vida não é um contrato e que ele, Justus, não tem ingerência na vida de mais ninguém com exceção da sua.
Quanto mais a nossa sociedade produz ignonímias tais quais essa, que buscam "ensinar" o que nunca aprenderam e que medem a competência pela conta bancária, mais veremos frutificar a desigualdade que certamente é o mal do século XXI. Desigualdade que começa nas pequenas coisas e que acaba por falsamente transformar Justus numa espécie de Senhor Destino, conhecedor profundo de "não se sabe bem o quê" que podemos avaliar "não se sabe bem pelo quê" mas que o permite cometer atrocidades recheadas de ignorância e soberba.
Longe de fazer apologia ao rapaz, quero deixar aqui meu "urra" a uma atitude honesta a digna, competente e corajosa. O Aprendiz foi tão humilde que chegou a desnudar a carapuça do "mestre".
Que saudades do senhor Miaguy ...
quarta-feira, agosto 23, 2006
Flatos e Fatos
Era para mim o último bastião da boa educação. Era como o reduto da civilização, intocável, inabalável, pétreo. Entretanto, percebi como estou antiquado.
Quando criança recebia inúmeros ensinamentos de etiqueta, bons modos. O que era "bonito" e o que não era. Tatu do nariz feio. Baba escorrendo ou fazendo "bolhinha" feio também. Mostrar sorridente o cocô para a mãe, não tem preço! Tudo isso para me transformar no ser humano reconhecido hoje como educado, aliás muito educado. Como cruzar as pernas, "obrigado", "de nada", "com licensa", "bom dia" etc. Deixe os mais velhos sentar, não interrompa quando os outros estão falando (viu mana!), não fale palavrão, como da boca fechada, não repita o que houve. E assim fui crescendo. O desrespeito a uma destas normas era seguro uma carraspana, mas nada de abominável. Tudo dependeria da situação. Em casa, alerta verde. No colégio, alerta amarelo. Em residências desconhecidas, alerta laranja. Em público, vermelhaço! Era necessário que as mães e os pais secretamente competissem sobre os dotes de ensino de cada família. Quanto mais educado os filhos, melhor. Secretamente eles fazem torneios onde levam os filhos para testarem-se mutuamente. A isso eles chamam de "aniversário de crinça" e lá tem a terrível prova do "cachorro quente empapado de molho" e a não menos terrível do "último negrinho". Essas duas, para as crianças, são um divisor de águas.
Lembro-me de um elucidativo diálogo:
A Mãe - Não pode ser amigo dele e pronto!
O Principezinho - Por quê?
A Mãe - Porque ele diz palavrão!
O Principezinho - Mas tu e o pai também dizem e eu sou amigo de vocês ...
A Mãe - Porque ele come de boca aberta!
O principezinho - Mas eu não vou ser amigo dele quando ele estiver comendo. É só quando ele estiver brincando.
A Mãe - Não pode ser amigo, já falei!!
O principezinho - Por queeeeeeÊ??!
A Mãe - Porque ele solta "pum", pronto. Ele solta "pum" na frente de todo mundo.
Acabou. Soltar "pum" na frente dos outros era demais. Ele era um pouco mais que um bixo, parafraseando um grande amigo. Era o limite. Estava feita a negativa da amizade e sustentada com sólido argumento. Ou melhor, gasoso argumento.
Depois o "pum" virou traque. Que virou "cheiroso". Que virou peido e que, mais recentemente, virou flato. Sem, contudo, mudar de essência. Fétida e discriminante em termos sociais. No colégio, segundo grau:
O Colega - Nossa!!! Professor peidaram aqui!! Não dá para aguentar ... vou sair da sala!
O Professor - Não vai não! Quem peidou?
O Colega - Foi ele!
O Príncipe - Não foi eu não! Pára!
O Colega - Foi sim, tá horrível professor. Vou sair!
O Professor - Não vai sozinho. Vão os dois. Quem peidou e quem faz escândalo!!
O Príncipe - Não fui eu!! Tô falando!
O Professor - Não interessa. Fora da sala. Expliquem pra direção depois ...
Justo pelo motivo e injusto porque eu não havia peidado. Sedimentava-se o conceito de ostracismo social através do traque. Meu conceito fechava-se. Peido era motivo de banimento social, ou seja, nunca peide em público. Registrado.
Recentemente os fatos foram outros:
Wally - Foi tu que peidou?
LA - Fui.
Wally - A tá. É que eu ia sair ali para a área para fazer isso ... para não incomodar vocês.
LA - Não precisa não. Faz aí mesmo, não tem problema. É tudo amigo mesmo.
O Príncipe - (boquiaberto assistindo a cena)
Ou seja, o peido é sinônimo de amizade, de proximidade, de coleguismo, de aceitação!
Pior ... Na casa do meu sogro. Com cachorro, sogra, cunhados, periquitos, papagaios, a nona e tudo o mais que se tem direito, todos sentados na frente da TV, de repente:
A moça linda - ÔOO Pai!!!? (Depois de espremido estampido bundal)
O Sogro - O quê?? Foi o cachorro. (Com indisfarçável sarcasmo)
O cachorro - Au, au au. RRRRrrrrrr (Negando a pretensa obviedade da afirmação)
Todo mundo cai na risada, inclusive o sogro. Meu cunhado acompanha o pai na sinfonia número 0 em peido menor, soltando o seu também e me olham.
Indisfarçável a minha vergonha. Inafastável a pressão social pela aceitação. Os olhares ficaram grudados em mim até que com toda a força do meu abdôme consegui um, segundo analistas de plantão, "peidinho de véia".
Vencido, hoje peido tentando ser aceito socialmente ...
Quando criança recebia inúmeros ensinamentos de etiqueta, bons modos. O que era "bonito" e o que não era. Tatu do nariz feio. Baba escorrendo ou fazendo "bolhinha" feio também. Mostrar sorridente o cocô para a mãe, não tem preço! Tudo isso para me transformar no ser humano reconhecido hoje como educado, aliás muito educado. Como cruzar as pernas, "obrigado", "de nada", "com licensa", "bom dia" etc. Deixe os mais velhos sentar, não interrompa quando os outros estão falando (viu mana!), não fale palavrão, como da boca fechada, não repita o que houve. E assim fui crescendo. O desrespeito a uma destas normas era seguro uma carraspana, mas nada de abominável. Tudo dependeria da situação. Em casa, alerta verde. No colégio, alerta amarelo. Em residências desconhecidas, alerta laranja. Em público, vermelhaço! Era necessário que as mães e os pais secretamente competissem sobre os dotes de ensino de cada família. Quanto mais educado os filhos, melhor. Secretamente eles fazem torneios onde levam os filhos para testarem-se mutuamente. A isso eles chamam de "aniversário de crinça" e lá tem a terrível prova do "cachorro quente empapado de molho" e a não menos terrível do "último negrinho". Essas duas, para as crianças, são um divisor de águas.
Lembro-me de um elucidativo diálogo:
A Mãe - Não pode ser amigo dele e pronto!
O Principezinho - Por quê?
A Mãe - Porque ele diz palavrão!
O Principezinho - Mas tu e o pai também dizem e eu sou amigo de vocês ...
A Mãe - Porque ele come de boca aberta!
O principezinho - Mas eu não vou ser amigo dele quando ele estiver comendo. É só quando ele estiver brincando.
A Mãe - Não pode ser amigo, já falei!!
O principezinho - Por queeeeeeÊ??!
A Mãe - Porque ele solta "pum", pronto. Ele solta "pum" na frente de todo mundo.
Acabou. Soltar "pum" na frente dos outros era demais. Ele era um pouco mais que um bixo, parafraseando um grande amigo. Era o limite. Estava feita a negativa da amizade e sustentada com sólido argumento. Ou melhor, gasoso argumento.
Depois o "pum" virou traque. Que virou "cheiroso". Que virou peido e que, mais recentemente, virou flato. Sem, contudo, mudar de essência. Fétida e discriminante em termos sociais. No colégio, segundo grau:
O Colega - Nossa!!! Professor peidaram aqui!! Não dá para aguentar ... vou sair da sala!
O Professor - Não vai não! Quem peidou?
O Colega - Foi ele!
O Príncipe - Não foi eu não! Pára!
O Colega - Foi sim, tá horrível professor. Vou sair!
O Professor - Não vai sozinho. Vão os dois. Quem peidou e quem faz escândalo!!
O Príncipe - Não fui eu!! Tô falando!
O Professor - Não interessa. Fora da sala. Expliquem pra direção depois ...
Justo pelo motivo e injusto porque eu não havia peidado. Sedimentava-se o conceito de ostracismo social através do traque. Meu conceito fechava-se. Peido era motivo de banimento social, ou seja, nunca peide em público. Registrado.
Recentemente os fatos foram outros:
Wally - Foi tu que peidou?
LA - Fui.
Wally - A tá. É que eu ia sair ali para a área para fazer isso ... para não incomodar vocês.
LA - Não precisa não. Faz aí mesmo, não tem problema. É tudo amigo mesmo.
O Príncipe - (boquiaberto assistindo a cena)
Ou seja, o peido é sinônimo de amizade, de proximidade, de coleguismo, de aceitação!
Pior ... Na casa do meu sogro. Com cachorro, sogra, cunhados, periquitos, papagaios, a nona e tudo o mais que se tem direito, todos sentados na frente da TV, de repente:
A moça linda - ÔOO Pai!!!? (Depois de espremido estampido bundal)
O Sogro - O quê?? Foi o cachorro. (Com indisfarçável sarcasmo)
O cachorro - Au, au au. RRRRrrrrrr (Negando a pretensa obviedade da afirmação)
Todo mundo cai na risada, inclusive o sogro. Meu cunhado acompanha o pai na sinfonia número 0 em peido menor, soltando o seu também e me olham.
Indisfarçável a minha vergonha. Inafastável a pressão social pela aceitação. Os olhares ficaram grudados em mim até que com toda a força do meu abdôme consegui um, segundo analistas de plantão, "peidinho de véia".
Vencido, hoje peido tentando ser aceito socialmente ...
quarta-feira, agosto 16, 2006
terça-feira, agosto 15, 2006
Reconectando
Caro Príncipe e Cara Raposa
Passei por um tempo na minha vida onde tudo era imaginação, pensei tivesse atingido o auge. Contudo, ao conhecer este endereço verifiquei que estava muito aquém do possível. Apesar de todo o meu sucesso, eu não conseguia transpor idéias com tanto carisma e sagacidade. O carisma é do príncipe ou da raposa? De qualquer forma me acostumei nos últimos meses de 2005 e nos primeiros de 2006 com essa espécie de terapia da forma e bolsa de imaginação. Confesso que não pude suportar quando, dia-a-dia, eu frequentava o blog e ele estava inerte. Sem mudanças como se congelado num mundo tão veloz como o mundo virtual. Pensei em largar tudo também, afinal se vocês podem eu estava certo de que devia. Liguei para os meus advogados, verifiquei as quebras de contrato, pensei em me refugiar em algum país de terceiro mundo fugindo do mundo que me exigia profissionalmente. Tudo era uma depressão só. Eis que, então, resolvi mandar-lhe este e-mail para pedir, ou melhor, para implorar que voltassem a escrever. Fosse a que tempo fosse. Fosse com que razão fosse. Escreva, por favor. Minha imaginação estava minguando, mas por favor, não publique esse e-mail. Talvez meus fãs não aceitem muito bem ...
Passei por um tempo na minha vida onde tudo era imaginação, pensei tivesse atingido o auge. Contudo, ao conhecer este endereço verifiquei que estava muito aquém do possível. Apesar de todo o meu sucesso, eu não conseguia transpor idéias com tanto carisma e sagacidade. O carisma é do príncipe ou da raposa? De qualquer forma me acostumei nos últimos meses de 2005 e nos primeiros de 2006 com essa espécie de terapia da forma e bolsa de imaginação. Confesso que não pude suportar quando, dia-a-dia, eu frequentava o blog e ele estava inerte. Sem mudanças como se congelado num mundo tão veloz como o mundo virtual. Pensei em largar tudo também, afinal se vocês podem eu estava certo de que devia. Liguei para os meus advogados, verifiquei as quebras de contrato, pensei em me refugiar em algum país de terceiro mundo fugindo do mundo que me exigia profissionalmente. Tudo era uma depressão só. Eis que, então, resolvi mandar-lhe este e-mail para pedir, ou melhor, para implorar que voltassem a escrever. Fosse a que tempo fosse. Fosse com que razão fosse. Escreva, por favor. Minha imaginação estava minguando, mas por favor, não publique esse e-mail. Talvez meus fãs não aceitem muito bem ...
Atenciosamente
Steven Spielberg
Caro e gostoso príncipe,
Não tens idéia do quanto me fizeste bem aparecendo e o quanto tua ida me deixou no vazio. Quase "like a virgen" na capa da "Vogue". Desasada. O mundo era só "Rain" e mesmo toda a minha religiosidade adquirida não eram suficiente para aplacar a síndrome da abstinência. Sim, seu blog era uma droga! Droga sem a qual eu não vivia. Prometo fazer um vídeo comigo. Um vídeo clipe com um monte de dançarinas lindíssimas, o que acha? Por favor volte a me fazer feliz com a ponta dos seus dedos ... Não posso ir além, minha religião não permite. Ao menos nesse horário ... Por favor não me "Evita" nunca mais.
Caro e gostoso príncipe,
Não tens idéia do quanto me fizeste bem aparecendo e o quanto tua ida me deixou no vazio. Quase "like a virgen" na capa da "Vogue". Desasada. O mundo era só "Rain" e mesmo toda a minha religiosidade adquirida não eram suficiente para aplacar a síndrome da abstinência. Sim, seu blog era uma droga! Droga sem a qual eu não vivia. Prometo fazer um vídeo comigo. Um vídeo clipe com um monte de dançarinas lindíssimas, o que acha? Por favor volte a me fazer feliz com a ponta dos seus dedos ... Não posso ir além, minha religião não permite. Ao menos nesse horário ... Por favor não me "Evita" nunca mais.
Beijos
Madonna
PS.: Raposa?! "whos that girl?"
Ei você seja lá quem for
Já coloquei todos os meus serviços de inteligência para descobrir os nomes dos dois que escreviam regularmente nesse endereço. Dou-lhe um aviso: ou voltam a escrever ou vou bombardear a capital de vocês. Pelo jeito você é brasileiro então vou avisando, se em dois dias não voltarem a escrever eu vou bombardear Buenos Aires. Arrasarei tudo.
Faça isso em nome da liberdade e da democracia do povo americano.
Hi,
Im sending to you US$ 1.000.000,00. Banking on Aruba. Come back to the web or the money will fade.
Ei você seja lá quem for
Já coloquei todos os meus serviços de inteligência para descobrir os nomes dos dois que escreviam regularmente nesse endereço. Dou-lhe um aviso: ou voltam a escrever ou vou bombardear a capital de vocês. Pelo jeito você é brasileiro então vou avisando, se em dois dias não voltarem a escrever eu vou bombardear Buenos Aires. Arrasarei tudo.
Faça isso em nome da liberdade e da democracia do povo americano.
God Bless America.
George W. Bush
Pôxa você ...
Retorna aí
é tudo tão lindo, tão brasileiro, tão baiano ...
é uma coisa de dentro, o negócio da raposa, precisa voltar ...
de onde veio essa idéia toda? é tudo tão lindo, tão brasileiro, tão ... acho que já falei isso.
De qualquer forma: "gosto de te ver correr leãozinho" ...
Corra pelo teclado ... discorra pela tela suas idéias ... Seja tropicaliente.
ou não ...
Pôxa você ...
Retorna aí
é tudo tão lindo, tão brasileiro, tão baiano ...
é uma coisa de dentro, o negócio da raposa, precisa voltar ...
de onde veio essa idéia toda? é tudo tão lindo, tão brasileiro, tão ... acho que já falei isso.
De qualquer forma: "gosto de te ver correr leãozinho" ...
Corra pelo teclado ... discorra pela tela suas idéias ... Seja tropicaliente.
ou não ...
Caetano V.
Aí mané,
Nóis iscreve do retiro. Retiro de sangue bão, tá ligado?!
Aqui só tem irmão inocente e que ficava amarrado nas letra aí. Tá fazendo falta, já é ...
o siguinte mano, nós sequestrô a gata aquela. Branquinha tá aqui miando o bixo. Se tu não voltá a inscrevê nóis te manda ela por carta, falow? Um tiquinho de cada vez ... se tu (ou tus, não sabemo) não se manifesta nós faz o que fazeu aqui em sampa de novo. Vai te nêgo comendo chumbo ... te liga intão.
Companheiro,
Não faça assim com o povo brasileiro. Um povo tão sufrido (sic, seja lá o que isso significa!) um povo que acorda com corrupção, dorme com corrupção, vai no banheiro com corrupção e acaba achando que tudo é corrupto. Eu sei que o príncipe não é. O príncipe é dos tempo de CUT no ABC. A gente tem que voltar a fazer esse Brasil pra frente. Não pode mais errar. Não se permito mais errar. Então volta a fazer essas idéias virarem piada ou lágrima. eheheheh Piada ou lágrima, parece até mot pro meu governo!
Aí mané,
Nóis iscreve do retiro. Retiro de sangue bão, tá ligado?!
Aqui só tem irmão inocente e que ficava amarrado nas letra aí. Tá fazendo falta, já é ...
o siguinte mano, nós sequestrô a gata aquela. Branquinha tá aqui miando o bixo. Se tu não voltá a inscrevê nóis te manda ela por carta, falow? Um tiquinho de cada vez ... se tu (ou tus, não sabemo) não se manifesta nós faz o que fazeu aqui em sampa de novo. Vai te nêgo comendo chumbo ... te liga intão.
Fé in Deus
Chefia PCC
Caros amigos
Está todo mundo me culpando pelo fracasso da seleção erroneamente. Está aí a culpa. Durante a copa eu não consegui motivar a equipe porque não conseguia me sentir motivado. E sabe por que não conseguia me sentir motivado? Porque esse blog estava parado, como o Roberto Carlos. Arrumando a meia. É assim, lógico como o futebol. Então vamos parar de colocar em mim toda a culpa senão a cabeçada vai rolar ...
Caros amigos
Está todo mundo me culpando pelo fracasso da seleção erroneamente. Está aí a culpa. Durante a copa eu não consegui motivar a equipe porque não conseguia me sentir motivado. E sabe por que não conseguia me sentir motivado? Porque esse blog estava parado, como o Roberto Carlos. Arrumando a meia. É assim, lógico como o futebol. Então vamos parar de colocar em mim toda a culpa senão a cabeçada vai rolar ...
Sem discriminação para com os gordos e velhos
Carlos Alberto Parreira
Companheiro,
Não faça assim com o povo brasileiro. Um povo tão sufrido (sic, seja lá o que isso significa!) um povo que acorda com corrupção, dorme com corrupção, vai no banheiro com corrupção e acaba achando que tudo é corrupto. Eu sei que o príncipe não é. O príncipe é dos tempo de CUT no ABC. A gente tem que voltar a fazer esse Brasil pra frente. Não pode mais errar. Não se permito mais errar. Então volta a fazer essas idéias virarem piada ou lágrima. eheheheh Piada ou lágrima, parece até mot pro meu governo!
Vote Lula 2006, sem paz e sem amor ...
Luis Inácio Lula da Silva
Hi,
Im sending to you US$ 1.000.000,00. Banking on Aruba. Come back to the web or the money will fade.
VTY
Gates, Bill
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